Deficiente Físico: Mato Grosso possui terapia intensiva pediasuit

Camila Albuês Melo esteve recentemente na “Feira Internacional Rehacare”, em Dusseldorf (Alemanha)

 

 

A busca por qualidade de vida e tratamento humanitário para os deficientes físicos, principalmente crianças e adolescentes, foi tema central das discussões deste 3 de Dezembro – Dia Internacional do Deficiente Físico. Desafios e conquistas são enfrentados no cotidiano, em pequenos atos, como o simples uso de um vaso sanitário ou a própria alimentação à mesa.
 
Como é essencial ousar para conseguir avançar, a fisioterapeuta  e Camila Albuês Melo Torres trouxe para Mato Grosso a terapia intensiva Pediasuit, com aplicação do conceito consagrado em países do primeiro mundo: Bobath Avançado pelo JP Mães de Londres. Ela é pioneira, desde 2012, em Cuiabá, como o conceito Bobath Avançado, na Clínica Vital Kids Fisioterapia Infantil em Cuiabá.
 
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Desta forma, o Dia do Deficiente Físico deve ser mesmo comemorado e utilizado para refletir sobre as várias conquistas que foram obtidas ao longo da história, com ênfase para as últimas décadas. “Mas os desafios diários e a realidade nos mostram as dificuldades que precisamos enfrentar por causa da “luta pela vida” dos que necessitam do atendimento”, observou ela, que é mestre em saúde pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
 
Num contexto ampliado, a deficiência física pode ser definida como toda a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo, acarretando o comprometimento da função física, causada por lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas ou ainda por má formação congênita ou adquirida.
 
Camila Albues entende que a fisioterapia se tornou indispensável na vida dessas pessoas. “A Fisioterapia promove a reabilitação ao deficiente físico na busca pelo aprendizado e retorno da função pensando sempre em excelência para uma melhor qualidade de vida”, ponderou ela.
 
E não há avanço sem luta ou pesquisa técnica e tecnológica. “A luta é algo que o deficiente físico enfrenta a cada situação diária, tanto em escola, shoppings, supermercados, pousadas, calcadas, estacionamento pela falta de acessibilidade ao deficiente físico, seja criança ou adulto, além do preconceito e discriminação que os pais enfrentam”, ponderou ela.
 
“Tratamos crianças com alterações neurológicas como; a paralisia cerebral, AVC, autismo, síndrome de Down, microcefalia buscando intensamente a excelência para o aprendizado da função e uma melhor qualidade de vida para poderem superar esses ‘obstáculos diários da vida”, justificou Camila Albuês.
 


A fisioterapeuta esteve recentemente na “Feira Internacional Rehacare”, em Dusseldorf (Alemanha), em busca de tecnologia e melhor tratamento ao deficiente físico.
 
“Infelizmente no Brasil existe uma carência de tecnologias e tratamento ao deficiente físico, principalmente na acessibilidade. Vi muitos cadeirantes nas ruas, se locomovendo sem ajuda de outras pessoas. As  ruas planas, com os semáfaros projetados para pessoas com baixa visão, além de todo estabelecimento ser adaptado e pronto para receber pessoas que possuam qualquer deficiência”, sintetizou Albuês Torres, em seu testemunho sobre a passagem pela Alemanha.
 
“Sou mãe, e tenho um filho autista e sei bem o que muitas dessas mães passam na pele no seu dia a dia, lutamos diariamente para que nossos filhos tenham o máximo de independência e uma melhor qualidade de vida. Espero que um dia em nosso país as pessoas com deficiência possam ter o respeito que merecem das autoridades, pois quase nada tem sido feito para o deficiente físico”, criticou a fisioterapeuta, mãe do Arthur, de 4 anos, que é autista.
 
Camila Albues Melo Torres é fisioterapeuta, mestre em Saúde pela UFMT, professora de Neurologia Infantil e Adulto da Universidade de Cuiabá (Unic), Eepecialista em fisioterapia Neurológica Infantil pela PUC, Especializada em Neurologia no Conceito Neuroevolutivo Bobath Avançado pelo JP Mães de Londres, pioneira no Metodo de Terapia Intensiva - Pediasuit em Mato Grosso dede 2012 pela Therapies 4 Kids USA, e proprietária da Clinica Vital Kids Fisioterapia Infantil, em Cuiabá. (Colaborou Clayton Torres, Especial para o
 Olhar Conceito
)

 

Da Redação - Ronaldo Pacheco

 

 


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