FISIOTERAPIA PÉLVICA INFANTIL

Incontinência urinária e fecal em crianças: como a Fisioterapia pode ajudar?

As disfunções miccionais são muitos prevalecentes nas crianças, os casos chegam 15% a 20% da população infanto-juvenil. Segundo a Sociedade Internacional de Continência Infantil (ICCS) as crianças até os quatro anos de idade já devem ter adquirido a continência urinária diurna, e até os cinco anos a continência urinária noturna. Em algumas crianças pode haver o retardo do amadurecimento neurofisiológico das vias da micção.

disfunção miccionais

 Dra. Karla Mercedes De Lima Sôda – Fisioterapeuta atuante nas disfunções de pelve.

 

Apesar da alta incidência, é frequente passar despercebido por familiares e profissionais da área da saúde. Por isso, é importante abordar esse tema, uma vez que a criança possui ritmo diferente do adulto. O mundo deles é o inverso daqueles que estamos acostumados. Eles estão aprendendo. E tudo que é natural para nós, para eles pode ser um grande desafio.

 

E quando falamos do tratamento da fisioterapia nas disfunções pélvicas infantis não é diferente. A infância é uma fase de experimentações, as crianças estão conhecendo o mundo, enxergando-se nele e criando sua própria personalidade.  Nós, profissionais da saúde, temos que ter uma sensibilidade maior para abordá-los não podemos trata-los como ‘mini adultos’, afinal eles possuem emoções, tempo, raciocínio e sentimentos bem diferentes de um adulto.

 

Em muitos casos, as crianças apresentam quadros como infecção urinária de repetição, incontinência urinária funcional, urgência urinária, enurese (quando a criança urina na cama), incontinência fecal, constipação intestinal e anomalias anorretais entre outras disfunções neurológicas associadas.

 

E se a causa desses sintomas não for tratada adequadamente ou o tratamento for inadequado pode levar ao comprometimento estrutural da bexiga e intestino levando a neuropatias e disfunções coloproctologicas.

 

A fisioterapia tem por objetivo auxiliar na reorganização da coordenação muscular e sensorial, percepção corporal, sensibilidade e consciência corporal. A abordagem e atendimento da criança deve ser de forma lúdica, didática e leve, estabelecendo vínculo e principalmente a confiança para obter bons resultados no tratamento. Somente uma correta investigação, esclarecerá as causas das disfunções nesta faixa etária.

 

O tratamento fisioterapêutico nessa área pode incluir a uroterapia, neuromodulação superficial, biofeedback eletromiográfico superficial, FES e as atividades psicomotoras lúdicas, exercícios do assoalho pélvico entre outros de grandes grupos musculares onde se encontram melhores resultados e com as respostas mais rápidas.

 

Nenhum procedimento é invasivo ou doloroso para a criança. Destaca-se aqui a importância da interação e trabalho conjunto da equipe multidisciplinar. Os pais tem papel fundamental e é importante que os pais observem seus filhos, prestem atenção na forma como os tratam em relação às disfunções miccionais que possam ocorrer no dia-a-dia. E caso necessário, procurem um profissional especializado na saúde da criança, dessa forma é possível ter um diagnóstico precoce e um tratamento saudável e eficaz para os pequenos.

 

Dra. Karla Mercedes, Fisioterapeuta Pélvica, atuante na área da saúde pélvica da criança, tratando e prevenindo dores de disfunções miccionais e coloproctologica na infância, integrante da CÂMARA TÉCNICA DE FISIOTERAPIA EM SAÚDE DA MULHER DO CREFITO-9

 

 

 


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