36° EDIÇÃO

CREFITO QUALIFICA: Cuiabá recebe 1° curso de Reabilitação Pós-Covid-19

COMUNICAÇÃO | CREFITO-9

 

 

A 36° Edição do Crefito Qualifica contou com a participação de aproximadamente 90 profissionais inscritos no curso. O workshop de Reabilitação Pós-Covid-19 faz parte de uma sequência de trabalhos que vêm sendo realizados pelo Crefito-9 com o apoio da Câmara Técnica de Fisioterapia Respiratória. A pandemia colocou o profissional fisioterapeuta em uma merecida posição de destaque, mas também trouxe à tona muitas dificuldades enfrentadas nos diversos serviços da profissão. O evento foi realizado na última sexta-feira (14) no auditório do Hospital do Câncer (HCanMT), em Cuiabá.

 

O fisioterapeuta é um profissional de suma importância para o sucesso do tratamento dos pacientes com Covid-19, sua atuação contribui para evitar complicações cardiorrespiratórias e também para recuperar a capacidade pulmonar e motora de quem já se curou da doença. A capacitação é uma proposta do Conselho como forma de melhorar a preparação dos fisioterapeutas para essa nova urgência nas atividades e visa estimular o seu crescimento contínuo e desenvolvimento de aspectos técnicos, emocionais e comportamentais. De acordo com a coordenadora da Câmara Técnica Caroline Cunha Morita, através do trabalho conjunto, o Crefito-9 e a Câmara Técnica estão identificando esses desafios e, os cursos oferecidos são uma das ferramentas que desenvolvem juntos.

 

“Unidos podemos oferecer aos pacientes o que a fisioterapia tem de melhor. É um trabalho pioneiro no estado, pela primeira vez estão sendo ofertadas qualificações de alto nível sem custo aos profissionais. Isso torna o conhecimento muito mais democrático e acessível, e toda a categoria ganha com essas melhorias. Esperamos que essas e outras ações sejam cada vez mais frequentes em nosso estado”, declarou.

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A segurança dos pacientes e a qualidade da assistência são pontos que foram destacados do início ao fim do curso.

 

A palestrante do curso, Tatiana Ortiz, afirma que a reabilitação pós-covid precisa ser difundida porque tem pacientes vindo de muito tempo hospitalizados com perdas funcionais importantes e o cuidado do fisioterapeuta, o olhar criterioso e, principalmente os objetivos terapêuticos a serem alcançados farão diferença nesse tratamento.

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“Os pacientes precisam voltar para suas atividades laborais prévia e com toda limitação imposta pela doença, ele precisa de um cuidado maior. O tratamento para devolver esse cidadão com qualidade de vida para a sociedade e sua ocupação consiste em exercícios aeróbios cardiovasculares, treino de força muscular dos músculos do braço, perna e abdômen. Aqui vamos orientar o caminho de alguns profissionais que tiveram, às vezes, pouca prática dentro das universidades e agora tem que vivenciar isso de maneira muito rápida, por isso se faz tão  importante essa qualificação, pra atender com mais qualidade responsabilidade e segurança”, observou, Tatiana que é fisioterapeuta e atua na reabilitação pulmonar desde 2019, também é doutora e mestre na área de pneumologia, docente de especialização na área, trabalhou por oito anos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e atualmente tem uma clínica em Tangará da Serra.

 

Um dos inscritos no curso fala da relevância para os profissionais da capital, pois toda cidade polo é referência em tratamento de qualquer doença, não sendo diferente no combate ao coronavírus.

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“Esse curso mostra a dimensão do nosso trabalho. O embasamento cientifico, é, sem sombra de dúvida uma busca constante na vida do fisioterapeuta. Esse conhecimento técnico é a sustentação para o profissional fazer um bom tratamento para o paciente e não na base de “achismos”. Reforço novamente, o fisioterapeuta não pode se aventurar no paciente, sobretudo no paciente que vem da forma grave do Covid-19, tem que ser um tratamento adequado, qualificado. Então, esse curso vem nos mostrar qual a melhor forma de fazer isso com os pacientes, com respeito, qualidade e segurança”, disse o fisioterapeuta intensivista, que trabalha na linha de frente da Covid-19, Wellton Pedreira Urt.

 

A presidente do Crefito-9, Ingridh Farina da Silva, agradeceu a participação de todos e destacou a importância de estar alinhados na troca de experiencias dos serviços, de entender o momento e se empenhar no tema “coronavírus”, buscar quais são as sequelas que essa doença tem deixado, as repercussões clínicas e voltar esse olhar individual para cada paciente.

 

Para a presidente é vital fazer o link entre a reabilitação e a alta hospitalar, alta segura.

 

“Começamos quase que uma campanha, encaminhamos ofícios para os hospitais recomendando que a equipe que está no hospital precisa prescrever a continuidade no tratamento do paciente com a reabilitação, o paciente não pode sair sem estar com essa prescrição em mãos e não é no papel, é no Sistema de Regulação do Ministério da Saúde (Sisreg) que toda Unidade Hospitalar deve estar cadastrada e se o hospital onde o profissional trabalha não está inscrito, deve procurar meios de fazê-lo”, pontuou.

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Ainda Ingridh alerta que, só quando esse paciente for registrado e regulado pelo Sisreg é que saberemos a real demanda de reabilitação, números reais. Segundo ela, quando o paciente recebe alta e vai para casa ele saí extremamente debilitado, sem força muscular, com perda de peso num curto espaço de tempo, foi sedado e podem perdurar não só sequelas cardiorrespiratórias, mas também neurológicas.

 

Para finalizar sua fala, a presidente reforçou que, apenas com a regularidade no Sisreg é executável o trabalho de maneira segura. Além do Conselho poder cobrar o município de forma efetiva essa grade de liberação para a reabilitação desses pacientes, já que é um recurso próprio para esse cenário. 

 

“Se esse paciente não é inserido no Sisreg e vai para a casa sem dar continuidade no tratamento, fica à mercê em casa, com tosse, falta de ar com pequenos esforços, vai ter fibrose pulmonar, uma pneumonia, outras complicações e vir a óbito. A quantidade de morte com a alta hospitalar é alta e nós somos responsáveis, somos profissionais da saúde funcional. Por isso, é fundamental tomar posse desse quadro, estamos aqui pra isso, com competência para fazer, esse é o nosso momento, precisamos fazer isso da forma mais séria e ética, buscando a qualidade, segurança, saúde e vitalidade para os nossos pacientes”, esclareceu.

 

O material sobre as Diretrizes para Reabilitação do Crefito-9 em comum com a Câmara Técnica está sendo elaborado com o objetivo de nortear o profissional sobre como cuidar, quais as escalas, testes funcionas, como faz, como calcula, tudo para deixar o fisioterapeuta mais seguro na hora de realizar essa reabilitação.


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