Fechar
JANEIRO ROXO

Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais são fundamentais no tratamento da hanseníase

JANEIRO ROXO

 

Neste mês de janeiro é realizada a campanha Janeiro Roxo, que visa conscientizar a população sobre a hanseníase, uma doença crônica, transmissível, que causa, sobretudo, lesões de pele e danos aos nervos. As atividades a serem promovidas para a Campanha 2020 tem como propostas abordar o tema Prevenção de Incapacidades”, uma vez que as sequelas provocadas pelo diagnóstico tardio da doença, implicam diretamente no estigma e preconceito.

Em Mato Grosso o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (CREFITO-9 ) irá realizar, nos dias 29 e 30 de janeiro, junto com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) uma atividade para os profissionais Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais que abordará o tema central da campanha.

A hanseníase tem cura mas precisa ser diagnosticada e tratada em tempo para que as sequelas não sejam irreversíveis. O Fisioterapeuta e o Terapeuta Ocupacional são profissionais que possuem um papel fundamental na saúde pública e em especial na prevenção e reabilitação das incapacidades causadas pela doença. Tendo como enfoque, não apenas o processo de reabilitação, mas também os cuidados gerais, orientando a sociedade sobre a doença.

André Fisio

 

Em Alta Floresta, o Fisioterapeuta Dr. André Luiz de Brito criou o 1º grupo de autocuidado de Mato Grosso. “O grupo é para ajudar os pacientes em tratamento, são realizadas reuniões com atividades laborais e palestras quando ensinamos os cuidados necessários com os olhos, mãos e pés para prevenir complicações decorrentes da doença. São procedimentos como hidratação, lubrificação, massagem, cuidados com os pés, técnicas simples de curativos, exercícios para os olhos, cuidados com o nariz que eles podem fazer em casa para prevenir incapacidades ou evitar o agravamento delas”, explica o Fisioterapeuta.

 

A cidade conta ainda com um centro de tratamento que atende pacientes de outros seis municípios da região. Na equipe multidisciplinar o Fisioterapeuta também tem função importante no diagnóstico precoce da doença. “Somos o profissional habilitado a identificar alterações nos nervos e músculos por meio de testes de sensibilidade usando o estesiômetro e a graduação de teste de força muscular”, complementa Brito.


Confirmado o diagnóstico, é planejada uma série de exercícios para sua reabilitação. O fisioterapeuta é apto para utilização de recursos que auxiliam no processo de reparo de úlceras, prevenção de deformidades e amputações, fortalecimento muscular e sendo capaz de estimular o paciente às novas condições físicas, em decorrência das diversas manifestações clínicas da hanseníase.

Sarah Fisio

 

A Fisioterapeuta Dra. Sara Fernandes da Cruz trabalha no ambulatório de hanseníase do município de Barra do Garças e atende os pacientes desde o início do tratamento. “Nosso primeiro contato é para avaliação demartoneurológica. Essa avaliação é realizada a cada três meses durante todo o tratamento ou sempre que necessário para poder acompanhar a evolução do paciente. É essa avaliação que ajuda também a evitar as possíveis sequelas. É nesse contato com o paciente que é realizada a prevenção das incapacidades com o auxílio do autocuidado”, conta Dra. Sara.

 

O Terapeuta Ocupacional - assume um papel importante no tratamento e na prevenção e redução de incapacidades, na preservação de deformidades que vão desde as orientações em relação às atividades de vida diária até as adaptações de órteses para o posicionamento de membros e adaptações de instrumentos de trabalhos; restauração física voltada para manutenção ou recuperação de amplitude de movimento, da força muscular e da atividade funcional; ajustamento psicológico. Enfoca orientações quanto ao autocuidado e técnicas de reeducação sensorial.

JULIANA TO

 

Esse profissional atua em todos os níveis de atenção à saúde e se preocupa com a habilitação, reabilitação e reinserção da pessoa que sofreu algum distúrbio biopsicossocial e tem algum tipo de limitação para realizar suas atividades do cotidiano.

 

A terapia ocupacional voltada para a reabilitação da mão, como a que acontece nos casos de hanseníase, além de incluir trabalhos direcionados para o fortalecimento muscular e diminuição da dor, tem o objetivo primordial de reinserir o indivíduo na sociedade, restaurando a função e promovendo maior autonomia em suas atividades práticas da vida diária

 

A Terapeuta Ocupacional Juliana Borges de Oliveira reforça que a terapia ocupacional acredita no movimento, na mudança e na transformação do indivíduo com alguma condição incapacitante. “O olhar holístico para o indivíduo é um dos fundamentos dessa profissão, visto que sua atuação tem a finalidade de promover a independência funcional da pessoa, seja ela nas atividades básicas cotidianas, no trabalho, no lazer e na vida social de um modo geral”.

 

Ela ainda ressalta importância e ampliação da atuação do Terapeuta Ocupacional em nosso estado “tendo em vista a realidade endêmica, onde apresenta-se a maior incidência de casos de hanseníase no Brasil”, conclui Juliana que é Especialista em Reabilitação de Membro Superior, especialista em Saúde Mental e atenção Psicossocial. Servidora da Secretaria de Saúde do estado de Mato Grosso – Atualmente lotada no ambulatório de Dermatologia Sanitária no CERMAC.

 

A hanseníase em Mato Grosso


Mato Grosso apresenta a maior taxa de detecção em hanseníase, sendo de 136,5 casos novos por 100.000 Habitantes, em números absolutos equivale a 4.700 casos novos diagnosticados no ano de 2018, porém está entre os estados brasileiros que registram menor taxa de grau de incapacidades físicas com proporção de 5,3 entre os casos novos com o grau de incapacidade física avaliado. Isto indica que os diagnósticos estão sendo realizados em tempo oportuno, ou seja, antes do surgimento de sequelas.


Em 2019, os dados parciais informam o registro de 3.937 casos novos , que representa uma taxa de detecção de 114,4 casos por 100.000 habitantes. Do número tatal de casos novos 160 foram na população menor de 15 anos, que indica uma taxa de detecção de 19,7 casos novos por 100.000 habitantes.

Alinhados a Estratégia Global a SES-MT elaborou o Plano Estratégico de Enfrentamento da Hanseníase em Mato Grosso 2018-2020, que entre as estratégias propõe a organização da linha de cuidado em hanseníase.



• No que precisamos avançar


A principal estratégia de controle da hanseníase é o exame dos contatos intradomiciliares, que consiste na avaliação de todas as pessoas que convivem ou conviveram com o doente. Estes contatos precisam ser seguidos, ou seja, reavaliados por 5 anos, pois no momento da primeira avaliação podem estar assintomáticos. Com o tratamento de todos os comunicantes se interrompe o circuito de transmissão da doença. Os indicadores apontam que entre os contatos registrados foram examinados 85,4% dos contatos intradomiciliares em MT.


◦ Implantar grupos de autocuidado que são estratégias que auxiliam na reabilitação e impedem o surgimento de novas sequelas. Esta estratégia também possibilita o empoderamento do paciente, tornando-o mais confiante nas atividades diárias.

Fonte: Assessoria de Comunicação CREFITO-9 com informações SES-MT

 

Voltar
CALENDÁRIO 2020
Portal Transparência
Boletim Informativo Cartilha de Controle Social Estágio Não Obrigatório De carona com o fiscal

AGENDA DE EVENTOS

MAIS EVENTOS >
  • 28 a 31
    13º Congresso Norte Nordeste de Terapia Ocupacional - Maceió - AL - Informações

O Crefito-9 é mero divulgador do conteúdo publicado aqui: não nos restando responsabilidade, compromisso ou parceria com as publicações.

ENQUETE

Como garantir valorização e dignidade profissional?

Mudanças da legislação

União da categoria

Evitar privatização do SUS

CAMPANHAS E SERVIÇOS DO COFFITO

Transparência Fale Conosco Ouvidoria
Copyright © 2019 CREFITO-9 - CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 9ª REGIÃO